A Lua
- Dizem os
astrônomos,
Nasceu da
colisão cósmica de dois planetas.
A Lua
- Dizem os
românticos,
É grande
amor impossível:
Dois mundos
que se encontram,
E se
destroçam, porque se amam;
Mas
finalmente perdem-se um no outro,
E produzem
essa prova celeste,
Tão bela
quanto alegre e melancólica,
Da
possibilidade lunática do amor.
Ou quem sabe
a Lua
Seja a
sombra de uma Supernova,
A recordação
de um amor passado,
Ou futuro,
Jamais
vivido, ou sempre adiado...
A Lua
- Digo eu,
É um lindo
corpo celeste,
Mas, (com o
perdão da rima pobre,)
Eu prefiro a
atração
Entre nós,
corpos terrestres...
A Lua, vista
de longe, é plena, não tem falhas:
É a alma das
estrelas,
Suspiro dos
amantes,
Refúgio dos poetas...
Fácil é amar
o espectro da Lua,
A Lua
perfeita,
Que se
esparrama, plácida e luminosa,
Em cada lago
e coração,
Não fazendo
distinção entre os quentes
E os de gelo.
Quem amará,
porém,
As crateras
lunares?
Quem amará,
da Lua,
Seus
defeitos, suas falhas?
Quem amará a Lua devassa?
A Lua senil, a Lua beata?
A Lua soturna, a Lua que passa?
Aterrisar a Lua. Navegá-la.
Paisagem nua, realidade crua.
Ar rarefeito, sufoco no peito, amor desfeito?
- Mas os girassóis plantados serão eternos.
Quem amará a Lua devassa?
A Lua senil, a Lua beata?
A Lua soturna, a Lua que passa?
Aterrisar a Lua. Navegá-la.
Paisagem nua, realidade crua.
Ar rarefeito, sufoco no peito, amor desfeito?
- Mas os girassóis plantados serão eternos.
Santiago, 12-06-2012
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